Tabagismo dobra o risco de insuficiência cardíaca, aponta estudo

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Um estudo da Escola de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, descobriu que o tabagismo aumentou em até duas vezes o risco de desenvolvimento de insuficiência cardíaca. Segundo os pesquisadores, fumantes têm maior risco para os dois subtipos mais comuns de insuficiência cardíaca.

O estudo foi considerado pioneiro na associação entre o tabagismo e dois subtipos de insuficiência cardíaca: fração de ejeção reduzida e fração de ejeção preservada. Foram analisados quase 9.500 indivíduos durante um longo período de tempo. Um dado interessante é que o risco se manteve relativamente alto mesmo em quem parou de fumar.

Estímulo ao abandono do tabagismo

“Estas descobertas sublinham a importância de prevenir o tabagismo em primeiro lugar, especialmente entre crianças e adultos jovens”, declarou o autor do estudo, Kunihiro Matsushita. Segundo o pesquisador, o principal objetivo do estudo é encorajar as pessoas a abandonarem o tabagismo precocemente.

A insuficiência cardíaca é uma condição progressiva que faz o coração perder a capacidade de bombear sangue em quantidade suficiente para atender as necessidades do corpo. Ela é uma das causas mais comuns de incapacidade e morte em países desenvolvidos, com mais de 6 milhões de vítimas só nos Estados Unidos.

Além do tabagismo, a insuficiência cardíaca pode ser causada por outros fatores, como obesidade, hipertensão, diabetes, doença arterial coronariana e idade avançada. A condição é dividida em dois tipos: fração de ejeção reduzida e fração de ejeção preservada. Na primeira, o ventrículo esquerdo não consegue se contrair suficientemente ao bombear o sangue para fora.

Principais diferenças

Pessoa acendendo um cigarro
Ligação entre tabagismo e insuficiência cardíaca ainda não é clara. Crédito: Nopphon_1987/Shutterstock

A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida está mais intimamente ligada à doença arterial coronariana. O tratamento inclui vários medicamentos que melhoram o prognóstico. A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada também afeta o ventrículo esquerdo, que não relaxa suficientemente após a contração.

O tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada é bastante limitada, o que exige uma atenção especial à prevenção da doença. Porém, seus fatores de risco não são tão claros, com alguns estudos associando o tabagismo a essa condição e outros não mostrando uma relação direta.

Fonte: Medical Xpress/Portal Olhar Digital



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