No início do mês, as autoridades americanas alertaram a população sobre o aparecimento de uma espécie de vespa-mandarina, apelidada de vespa assassina, em Washington, nos Estados Unidos. A chegada do inseto causou grande pavor entre os moradores da região que, além de viverem no país mais afetado pela epidemia do novo coronavírus, agora estavam diante de mais uma ameaça.
O pânico ficou ainda maior após os cientistas alertarem a população: “Se encontrá-las, corra e nos chame!”. O que sabemos sobre esses insetos que vem assustando diversas pessoas nos Estados Unidos?
As vespas mandarinas são as maiores do mundo e podem atingir até 5 centímetros de comprimento. Além do mais, o veneno liberado por seus ferrões pode até mesmo matar uma pessoa. Quando a taxa populacional do inseto era alta no China, em 2013, a espécie matou 42 pessoas em uma única província. Entretanto, para isso, as vítimas tiveram que tomar uma série de picadas do bicho.
Essa espécie de vespa é originária do Leste da Ásia e do Japão, mas como elas atravessaram o continente e chegaram nos EUA ainda é um mistério. A hipótese mais plausível é que elas tenham ficado presas acidentalmente em contêineres que partiram de países onde são nativas — e que, posteriormente, o bicho possa ter se estabelecido quando chegou nos Estados Unidos.
O que elas causam?
Apesar do veneno, a maior ameaça das vespas é contra outro inseto: as abelhas. Predadores naturais das produtoras de mel, elas pode dizimar colônias completas de suas presas, o que pode prejudicar na polinização de espécies inteiras de vegetais — causando assim, um enorme desequilíbrio ecológico.
Até o momento, apenas dois avistamentos da espécie foram registrados. Sabe-se que, durante o inverno, os ninhos ficam adormecidos e as vespas rainhas acasalam — o que pode gerar uma nova colmeia.
No entanto, segundo Chris Looney, entomologista do Departamento de Agricultura do estado de Washington, uma série de armadilhas estão sendo implantadas para rastrearem as vespas e destruírem os seus ninhos. Mesmo assim, a extinção da espécie por lá não é garantida.
Com informações do site aventuras na história.